Que instrumento é esse,
Que sopra tua voz,
Numa fragrância infinita
E alerta meus ouvidos.
Invadindo como desejo,
Na melodia profunda,
Arrepiando meus pelos,
E a sensatez moribunda.
Que formula consagrada,
Que não tem vínculos ou estradas,
Que esta presente nas aguadas,
Pra socorrer os apelos.
Esse tom que inebria e acalma
Que cura, abastece e salva,
Que fortalece o espírito,
E ilumina minha alma.
Te escuto dentro de mim,
Construindo meu destino
Sei que sou um teatino,
De melodia andeja.
E por ser eu um latino,
Sou também o teu rebento,
Filho da flor e do vento,
Como tantos campesinos.
Abençoe minha vida,
Cure as dores e feridas,
Minha casa é tua casa,
Minha vida é tua vida.
Max Denarde
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