Estava lendo alguns e-mails, e em época de Eleição, a internet é um campo livre para exposições de idéias, pichações eleitoreiras, propagandas desse ou daquele candidato. O que acho interessante são as “malhações” enfoques contidos nestes e-mails. O eleitor do candidato, digamos numero 1 me manda mensagens, comentando erros do candidato numero 2 e numero 3, e assim sucessivamente, e quando se trata de qualidades do seu candidato, citam uma quantidade de diplomas ou de feitos que bem sei não são corretos.
Claro que não vou fazer como um dos meus amigos ao qual repassei um desses emails por descuido, e era justamente uma daquelas gozações contra o seu candidato.
Resposta: Por favor, não me envie mais e-mails, pois você está muito mal informado sobre este candidato que vai ser o melhor Presidente que o País já teve, pois sofreu muito nas mãos dos militares para nos dar a liberdade que temos..., e por ai vai (claro que antes de escrever ele esqueceu que existe uma tecla no computador de nome delete, ou uma outra que diz lixo)
Paciência, fazer o que, um amigo que se distancia por paixões políticas, nada contra, cada um na sua.
Mas fico pensando, como certas pessoas são aguerridas nesta época, apaixonadas politicamente ao ponto de afirmarem coisas que ouviram, mas sem certeza nenhuma, e juram que é verdade.
Outro dia recebi um e-mail com uma crônica de uma jornalista, não lembro o nome, mas contava que ao chegar de Brasília, tomou um taxi e logo o taxista foi puxando conversar, ao confirmar que ela chegava de Brasília, começou a desfiar uma quantidade de desmandos existentes na capital do País, citando com conhecimento todas as mazelas políticas exercidas, conta ela que notou que o cidadão, tomou o caminho mais longo, botou bandeira 3 no taxímetro (ela não tinha malas) e não tinha nota fiscal no final da corrida alegando que tinha terminado.
Essa crônica me deu bem a imagem do povo Brasileiro, como é fácil apontar os erros alheios para continuar cometendo os seus, claro que nem todos são assim, mas a grande maioria já cometeu as suas, poucos são os que devolvem o troco a mais, mas viram feras quando são enganados, sem falar na atenção e respeito a idosos, cuidados com as crianças, deficientes físicos etc.
Estão tão habituados a este estilo de vida, que nem se dão conta quando jogam lixo no chão.
Estava eu pela rua e vi uma moça e o namorado (supus que era) passeando com um cachorro. O animal fez suas necessidades na calçada, ela pegou um saco plástico e colheu as fezes; o rapaz que estava com ela fez uma gozação tipo “tu te presta pra isso, ninguém faz”.
Aqui com meus botões penso, quantas vezes fiz isso ou aquilo sem me dar conta que estava errado, mas aos poucos a consciência vai aflorando e a gente vai melhorando.
Quando penso que o Brasil tem só 500 anos, e para desenvolver uma boa consciência coletiva é preciso educação e dignidade, sei que a caminhada é longa porque precisamos nos conhecer melhor, mas em fim este é o nosso Pais, é a nossa casa, são as nossas coisas.
Max Denarde
Nenhum comentário:
Postar um comentário