SEGUNDO TEMPO
Estou com 55 anos, daqui pra frente começo a pensar mais no final da vida, engraçado, quando se tem 20 anos, a gente pensa no que quer ser, aos 55 anos pensamos o que fazer. Descobrimos alguns atalhos, dominamos melhor nossa ansiedade, sabemos o que é melhor para nós, já definimos o que não gostamos, conquistamos a maioria dos desejos, nos perdoamos com mais facilidade, nos iludimos menos..., enfim ocupamos muitos espaços, acho que por isso somos mais chatos ou exigentes. Às vezes bate a saudade de lugares e pessoas, analisamos nossa participação no meio em que vivemos e como poderíamos ter feito melhor, mas o maior espaço de nosso pensamento é dedicado ao tempo que nos resta, claro que o trabalho ocupa nosso tempo, mas esse não é mais nossa preocupação maior, buscamos mais qualidade de vida, a felicidade não é mais uma busca necessária, pois sabemos que ela está em nossos momentos, à conquista faz parte de nossas metas, as reclamações se diluem com atenção a nossos procedimentos, por fim descobrimos que vivemos nossas conquistas materiais e emocionais, mas estamos em um corpo impróprio para goza-las, o tempo é sábio e trapaceiro.
Continuamos seguindo nossa estrada, não tem outro jeito, alguns tentam ser mais espertos que o tempo, gastão fortunas com reparações físicas, regimes, esforços físicos para manter a saúde, receitas fantásticas, drogas, e acabam morrendo ao atravessar a rua, outros nem se preocupam com nada disso, mas vivem reclamando da vida e da sorte, se julgam infelizes, uns envelhecem, mas não crescem e vivem o gosto de estarem fora do seu tempo, e tem o mais chato, o materialista, aquele que viveu a vida acumulando dinheiro e se acha cheio de sabedoria, mas sofre porque é sozinho, ninguém o ama ou respeita, só o teme; Outro tipo de ser humano é aquele que é um letrado em vida, muitas experiências, cheio de sabedoria, adora dar conselhos, conhece como ninguém os atalhos e as respostas, mas sua vida é um caos, cheia de indefinições, olha demais para os outros por medo de olhar para si.
Mas deixemos estes temas para os analistas, psicólogos e psiquiatras, o fato é que algumas pessoas conseguem ser corajosas; outras não, mudanças nesta idade são bem difíceis porque cada um constrói a sua verdade através da vivência, e as escolhas são complicadas.
Um fato interessante é que as pessoas nos julgam por diversos ângulos e não se dão conta que suas frustrações estão embasadas nestas mesmas situações, e o ridículo é que muitas vezes entramos em suas sintonias e concordamos, deixando de ser o que somos para sermos o que querem ou esperam de nós, maldade ou incompetência. Continua na próxima semana.
Caro Max, a quanto tempo amigo.
ResponderExcluirLembra do extinto Clube da Seresta ?, eu sou o Ademir Palácios.
Perdemos contato, mas aqui estou novamente. Parabéns pelo post, e as composições ? continuam a todo vapor ?, espero que sim.
Quero convida-lo a visitar meu site www.nossajovemguarda.com.br , la você vai encontrar coisas interessantes sobre a jovem guarda e os anos 60.
Um grande abraço
Ademir Palácios
Parabéns pelo teu trabalho!Privilégio de poucos demonstrar a emoção,o sentimento,o momento com qualidade Bj Gláucia
ResponderExcluir