Sinto a tua ausência,
esse vazio todo cheio de saudade,
uma vontade de apagar dos meus sentidos..
mas reconheço, ainda ouço teus gemidos.
Onde morrer esse sentir tão tormentoso?
como matar essa ausência sufocante?
e me invado e te expulso e me socorro,
e você volta de repente, tão presente.
Queria eu poder rasgar essa saudade,
mas não sei onde tu habitas ou te escondes,
me desnudei, te procurei, perdi a calma,
lavei a alma, até gritei, mas não respondes.
Este poder que se rebela sobre mim
e nada estanca esta ferida latejante.
porque me nego, renegado de você
e me consumo em tristeza sufocante.
Como ser grade em minha própria prisão,
me socorrer é te manter em compaixão.
não vejo fim, nem recomeço na ilusão,
e me conforto e me conformo na razão.
Às vezes sóbrio eu te nego em comunhão,
mas logo bebo e me embriago de paixão,
então me calo, dilacero o coração,
e descompasso, nem me acho, solidão.
Como querer e não querer te encontrar
te ver sem ver já é difícil suportar,
dois hemisférios, e uma grande compulsão,
dois indivíduos em tremenda confusão.
Max Denarde
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