
SAUDADE
Que bem faz a Saudade,
que me invade em atropelo,
tumultua meu silêncio,
sem cuidado nem zelo.
Que forças têm essas lembranças,
que cruzam a linha do tempo,
abalando a calmaria,
alimentando a esperança.
Já se foram muitos anos,
depois do ultimo carinho,
mas ainda te ouço calado,
às vezes choro sozinho.
Me fecho em desespero,
tranco portas e janelas,
trago o peito sufocado,
assim mesmo penso nela.
Dizem que o tempo e a distância,
são os remédios pra alma,
a solução do dilema,
que aflige nossa calma.
Mas que dimensão tem o tempo,
no sentido da Saudade,
qual é o espaço preciso,
pra atenuar a verdade.
Cansado com esse conflito,
sem nexo, lógica ou certeza,
eu mato a Saudade no peito
acabo com essa moleza.
Mas logo, mais tarde ela volta,
qual namorada faceira,
zombando dos meus desatinos,
não respeitando porteiras.
Saudade é um aperto no peito,
da partida até a volta,
mas como entender a saudade,
que se vai e não tem volta.
Max Denarde
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